Post Cabeça.

Fevereiro 16, 2011

Após a Segunda Grande Guerra, o mundo pode assistir o renascimento das grandes indústrias, do comércio e o modo como nos relacionamos com o consumo. Ao meu ver a sociedade ocidental como conhecemos hoje é fruto dos “dourados”anos 60. Esqueça o puritanismo da Jovem Guarda, se o homem foi capaz de mandar um foguete a Lua, foi porque a ciência venceu a religião e a temência à Deus.

Trabaiá pra pagar as conta, amiga!

A escassez  da guerra foi substituída pela euforia do “American Dream”nos anos 50, com uma juventude em formação que começa a desfrutar da tecnologia resultante dos avanços durante a Guerra. Os baby Boomers (fenômeno de alta porcentagem de nascimento de bebês) do Pós Guerra, chegam nos anos 60 rejeitando a obediência cega de seus pais ao moralismo, criando uma nova estrutura social para encaixar suas preferências encabeçadas pela perspectiva tecnológica latente.

A juventude era guiada pelo novo, aspirando cada particula do que não havia sido inventado, deixando para trás a religião dos pais, sendo essa uma das brechas para este novo nicho na sociedade se adaptar tão confortavelmente ao “futuro”.Na década de 50 bilhões de dólares doram investido em pesquisas espaciais, e em 69 o resultado se torna paupável: Chegamos a Lua!

 

#partiu pra Lua

 

 

A febre espacial toma conta da cultura contemporânea e da indústria do entretenimento; em 1967 o filme Barbarella, estrelando Jane Fonda, é um ícone do figurino futurista, onde uma guerreira (mulher guerreira só pra frizar, é uma coisa bem moderninha para essa década, ok?) atua, algumas vezes nua, em um cenário extraterrestre, munida de armas minimalistas e uma boa dose de erotismo non sense.

 

Minha lente caiu por aqui. Em Plutão.

 

 

Em consequência do boom de Barbarella, o figurino contagia a moda feminina, logo outros importantes filmes implacam como Star Trek e o clamado Odisséia no espaço , de Stanley Kubrik, trazendo uma legião de fãs para a moda futurista. -E você achava que ficção científica era coisa de nerd?-

Tem culpa eu?

E nesse meio tempo de descobertas fantásticas, técnicas de filmagem extraodinárias, saias curtíssimas e TVs coloridas, o anticoncepcional é criado, nos aproximando mais ainda da sociedade atual.

Sob protestos religiosos, o anticoncepcional acaba por moldar uma nova sociedade, o sexo é desvinculado do casamento, a mulher abraça o mercado de trabalho, e sem medo de se expor e segura com seu controle pessoal.A humanidade agora é senhora de seu mundo e de seu corpo.

Ô se pode!

 

Não é feitiçaria, é tecnologia.

 

Conforme a sociedade vai absorvendo a crescente tecnologia, a indústria do entretenimento cria heróis que substituam os velhos cowboys por pilotos espaciais e agentes cheios de pinta e parafernálias como James Bond. As influências tecnológicas não param por aí: Na moda, ocorre um grande impacto, estilistas como Paco Rabanne, Mary Quant e Courréges lançam moda futurista que remetiam as vestimentas dos cosmonautas, como chapéus com visores, vestidos minimalistas, tecidos sintéticos fundem-se em um visual que renega qualquer moda anterior. O excesso de tecidos finos é banido da moda jovem, inclusive o termo “moda jovem”é um maneirismo sessentinha. A regra era negar o passado e mergulhar em um futuro controlado pela juventude, abrangendo a moda, arte, tecnologia e música.

É brasa, mora?

Creio que esta entidade prafrentex que incorporou a “juventude dourada”tinha uma personificação nada óbvia, chamado artisticamente de David Bowie, que além de excelente músico era um showman.

Bowie aparece no final dos anos 60 rejeitando o visual de bom moço, contrário aos Beatles que encantavam mocinhas comportadas. O que este artista fez em específico foi se tornar um ídolo do Rock, que reinventava constantemente seu estilo. Clamava ser bisexual, apresentava se através de suas personas, como Major Tom, um cosmonauta, ou Ziggy Stardust um alienígena andrógino que abusava de maquiagem, cabelos insanos, roupas colantes e imitava cenas de sexo oral em seu colega Mick Ronson durante os shows.

Ziggy criou uma lenda em torno de si, há informações que Bowie adquiriu impulses intergaláticos como modo de se apresenytar após assistir o filme Odisséia no Espaço.

 

Aloka!

 

A tecnologia influênciou tanto a sociedade contemporânea misturando se viciosamente ao nosso dia dia que já nem pensamos sobre isso, é vital e parece que esteve sempre por aqui. Dominamos nossos Ipads, Ipods, notebooks como as velhas donas de casa da década de 50 usavam suas lustrosas batedeiras, como uma extensão do corpo.

A moda vira um veículo mais explícito de como e para onde a cultura contemporânea nos carrega, parece-se cada vez mais com os fatos da vida, rejeitando ou acolhendo ideais, como Bowie fez com Kubrik.

 

Bate até no marido!

 

Concluindo, hoje fazemos o oposto dos futuristas, pois já dominamos a tecnologia e a entendemos como parte vital, sabemos que é tão mutante e auto renovadora que já não temo sum olhar curioso.

Hoje o termo Vintage está nas bocas mais vanguardistas, tecidos tecnológicos naturais, resgate de memoria afetiva, pintamos aquela penteadeira antiga de pink. Vangloriamos o passado pois o futuro parece previsto, não conversamos, mandamos email.

Não vou me surpreeender de ver as Voguetes  passeando de anquinha e corset em um carro flutuante que troca de cor a cada 5 segundos. Desse susto eu não morro.

 

Maior moderna, Tavi.

O assunto du Jour: Metamorfose ambulante

Fevereiro 8, 2010

O carnaval está chegando e o tempo de procurar a fantasia ideal expirou.

Carnavalesca que é Angêla Bismarck já tá pronta desde ontem. O que outrora foi uma japonesa paraguaia as custa de uma mini- cirurgia- temporária que deixou sua cara mais parecida com a Rosana “Como uma Deusa”.

To lindona!

 

Agora, ouvi dizer que: A louca vai remover os bicos, colocar na geladeira, costurar a bimbinha e só volta ao “normal”depois do Carnaval… Sabe que eu até respeito essa criatura. Angela assumiu um papel de transformer-mitológica, uma lady Gaga dos bisturis.  Ela pelo menos não me parece ter a pretensão de parecer uma gatinha de 14 anos, com aquele busanfão sambista, fica difícil. E cada um faz o que quer com seu corpinho.

Maaaas, o que me emputece é o fervor feminino de querer a todo custo parecer mais jovem. E nesse vai e vem de peles e agulhadas, o que conseguem mesmo é parecer uma besta apocalíptica:

Donatella Versace on Sibutramina

 

Pelo amor do Papai Smurf, Donatella, o que vc estava pensando qdo se lambusou de barro colocou uma peruca da Barbie e vestiu a calça da sua filha anorexica??? Notem que dá pra passar um cartão de crédito na chocolateira dela. E isso meus pompons, ela não está trajada para nenhum filme sobre o fim dos tempos (tão tendência), ela só está querendo dizer: “Oi! Sou Donatella e tenho 15 anos. Juro-por-Deus.”

Tudo bem que todo mundo quer ficar linda para sempre, mas a beleza é como o amor, vai mudando com o passar do tempo. Nada contra plásticas e outros artifícios, mas tentar parecer algo que vc não é e possivelmente nunca foi dá uma sensação de auto-vergonha de mostrar de fato quem é. A Hebe é um ótimo exemplo de vovó-delícia, com plástica e  mini saia ela tem orgulho da idade que tem. Essa coisa de tia-megahair-jetbronze-botox só se for para fazer filme de bruxa má. Imagine chegar em casa e se deparar com Donatella Versace acordando? Aí é só perguntar: Dona, vai de vassoura ou tapete mágico?

Eu amo Beth Ditto

Fevereiro 1, 2010

 

Kiss my Ass

Eu-acho-que É UM PUTA SACO, essa coisa de moda pra gordinha, magrinha, loira etc e tal… Gosto é igual bunda, cada um tem a sua/o seu. E Beth Ditto do Gossip, A banda que por sinal vem ao Brasil logo menos, taí com o seu busanfão para fazer o Obama e dizer: Yes, we can. Gordinhas podem sim usar roupa justa, usar saia curta e fazer um strip tease. O que impera é senso de estilo, não de ridículo, porque ridículo todo mundo é um pouco (O que é Victoria Beckham com seu corpinho Frango à Passarinho??)

Beth se refrescando.

Beth doidona que é, toma uns canjibrinas e arranca a fantasia no seu show. Mas atire sua insulina quem nunca deu bafão. E melhor, ela é bem paga para isso, Karl Lagerfeld acha ela incrível e ela nem sabe o que é cirurgia de estômago.

Beth, Deus é Justo, mas o seu figurino...

Olha aí Beth arrasando no body estampado, e QUIQUI tem que ela é gordinha, cheinha? Independente do eufemismo ela é gorda. ok. Mas tb é linda, bem sucedida e roqueira. Além do que ela come quem e o que ela quiser, porque é uma mulher segura e está se lixando pra Dieta de Bervelly Hills. 

FUI COMER UM ACARAJÉ E JÁ VOLTO.

Eu acho que:

Fevereiro 1, 2010

Eu já gostava da Neon, mas nessa edição se superou. Embora vcs possam até-a-achar-que essa roupa poderia facilmente ser figurino de O máscara (aquele que o Jim Carrey põe uma máscara verde e fica doidão). Maaaas achei-que foi bem genial a mistura de cores, a exploração do tema “Safari no mundo do LSD” o Tema eu dei uma improvisada, ok.

Corujex - eu quero

 Agora: Olha esse kaftan e chore. Deve custar uns 5 milhões. Um puta trabalho de estamparia, pesquisa e cooordenação de cores. Parabéns, eu fiquei loca. Pra quem gosta de roupa com gosto de fantasia é uma delícia, Não precisa se preocupar com nada, pode estar inchada, comer uma feijoada, estar grávida ou com obesidade mórbida que vc fica ótchima de corujona. 

Já posso me imaginar sentada em uma vassoura voando por aí nessa loucura bem resolvida, vou poder espalhar o mal com Catchigoria.

Dinheiro não traz bom gosto.

Fevereiro 1, 2010

Que dinheiro não traz felicidade, todo mundo tá careca de saber. Mas bom gosto é uma questão a discutir.  Famosa que é famosa, e não é boba nem nada, trata de contratar stylists, produtores e toda a fauna que o mundico da moda tem na manga. Maaaaaas, os best friends das autistas, digo, das artistas, tb tem dia de folga. E aí a porca torce o rabo. Paris Hilton é a musa it do jargão: Dinheiro não traz bom gosto.  

Vai jogar golfe com a Barbie?

paris loca

E aí dou um google na musa, e em 5 segundos posso fazer um blog só para Freudiar a indumentária da herdeira Hilton. Penso, logo desisto.

Onde ela estava indo? Jogar golfe com a Barbie? Se o Ken for, me chama.

Truly Truly Outrageous

Novembro 28, 2009

Se ler tão castas linhas, saberás que: Trabalho com moda, mas não ando na moda, a moda anda na minha cabeça.  ENEM, e nem me sinto especial qto as pessoas que trabalham com moda, estou apenas preocupada; preocupada em falar aborbinha.

Cabelo ruim? Yamasterol neles, minhas amiguinha (amo a Palmirinha, rainha da reciclagem culinária).

Prazer em conhecer, não me processe, eu só tenho 5 anos.